
Renan sobe para disputar com Edu Dracena pelo alto, ergue os braços e, mesmo assim, é superado pelo zagueiro do Santos. A bola ruma na direção do gol e chega a entrar, mas é cortada por Nei, que consegue ludibriar a arbitragem. O gol não é marcado. Bastam poucos segundos para torcedores do Inter se unirem em uma vaia direcionada ao goleiro. Boa parte da torcida parece ter chegado ao limite da paciência com Renan.
Bolívar, capitão do Inter, precisou ergueu os braços ao alto e pedir para a torcida parar de vaiar o goleiro no jogo de sábado, no Beira-Rio. Ele mesmo puxou os aplausos a um jogador que havia falhado no lance, mas vinha de boas defesas antes. A situação resume a instabilidade vivida pelo Colorado, a seis jogos do Mundial, em uma função das mais importantes. Pior: o mesmo vale para o centroavante.
Não é de hoje que a torcida do Inter não morre de amores por Alecsandro. A rusga é antiga e só deve ter fim depois do Mundial, quando o jogador provavelmente deixará o Beira-Rio. Contra o Santos, ele também foi vaiado – não tanto quanto Renan, mas foi. O camisa 9 teve atuação fraca. Mandou uma pancada em diagonal, pelo lado direito, mas não passou disso. Foi substituído por Leandro Damião, que fez o que seu titular não conseguira: marcou o gol.
A rusga da torcida não é por acaso. Renan efetivamente vem colecionando falhas desde seu retorno ao Inter. E Alecsandro, após sofrer lesão muscular no México, no primeiro jogo da final da Libertadores, não conseguiu jogar como vinha jogando no primeiro semestre – rendimento que já era contestado por colorados. Na prática, parte dos torcedores pedem o retorno de Abbondanzieri (ou até de Lauro) e uma chance a Leandro Damião.

É bastante provável que Renan seja o goleiro do Inter no Mundial. E que Alecsandro seja o centroavante titular. Mas Celso Roth, embora indique a manutenção dos atletas, gosta de privilegiar quem está melhor no momento. É um alerta para a dupla contestada.
- Nossa expectativa é positiva tanto com um quanto com outro. Mas há outros jogadores trabalhando no grupo – disse o treinador.
A diretoria passa confiança aos jogadores. E diz que a decisão sobre a permanência deles é do treinador.
- O treinador é o Celso. Ele que determina essas questões. O Alecsandro precisa de sequência para chegar num ponto alto. Ele ainda não recuperou sua plenitude, mas, com certeza, vai recuperar - afirmou o vice-presidente de futebol do Inter, Fernando Carvalho.
Os números sustentam os dois jogadores. Renan, dos goleiros do Inter, é que o tem menor média de gols sofridos. Alecsandro já marcou 51 vezes pelo clube, em uma média aproximada a um gol em cada dois jogos. Mas os colorados não estão convencidos de que os dados serão suficientes em Abu Dhabi.
Fonte: Globoesportes
Um comentário:
Eu vou torcer pro Inter.
Um abraço
Rafaela
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