QUANDO TEVE A IDEIA DE INVENTAR A COR DA PAIXÃO, DEUS INVENTOU O VERMELHO E, COM ESSA COR, PINTOU NOSSOS CORAÇÕES... (da amiga e colorada Rosane)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

UMA HOMENAGEM AO MEU RIO GRANDE

Estamos na Semana Farroupilha e eu, como boa gaúcha, não poderia deixar de prestar uma homenagem ao Rio Grande do Sul.Como é bom ter nascido aqui! Não existe céu nem campos tão lindos como os da minha Terra!Mas afinal, quem é o gaúcho? O gaúcho é antes de tudo um forte. É o peão rústico da estância. é o gaúcho do chimarrão bem cevado, do churrasco da costela gorda, do arroz de carreteiro, da canha pura na guampa... É o gaúcho da mesa farta, da casa cheia, do fogão a lenha sempre aceso. O gaúcho de bigodes fartos, de pés descalço pisando a geada, que idolatra o pai e santifica a mãe. O gaúcho amante das tradições, do passado, orgulhoso da sua cultura regional, o gaúcho das imortais nostalgias farrapas. O gaúcho valente, peleador, que foi construído a golpes de sabre e tiros de qualquer calibre em dezenas de revoluções. O gaúcho estabelece laços de sangue com seus vizinhos. Transforma a sua comunidade em família e protege seu círculo com a vida, se necessário. Ele é sanguíneo, é intenso, é emocional. Leva as coisas e a si mesmo muito a sério. Cultua a honra, o sobrenome, a reputação. O gaúcho charrua, caingangue, minuano. O gaúcho que é imortalizado em Ana Terra, Blau Nunes, das lendas do Negrinho do Pastoreio e da Salamanca do Jarau. Personificado em Paixão Cortes, Bagre Fagundes. O gaúcho guasca, gaudério, taura, chiru, bagual. O gaúcho para o qual quem não é colorado é gremista, quem não é maragato é pica-pau,quem não é de direita, é de esquerda, quem não é homem é mulher e o que não está certo, está errado. Para ele não há terceira via. É por isso, que o resto do Brasil aprendeu a nos enxergar, e nos enxergamos através dos olhos do resto do Brasil. Na hora do aperto, quem não sonha importar do Rio Grande um capitão Rodrigo? Alguém pra por ordem na casa, que endireite o que parece torto , que organize a tropa, indique o norte e seja o primeiro a correr com determinação em direção a ele. Não é a toa que é gostoso dizer: Ah... eu sou gaúcho! Pois ser gaúcho é tudo isso e muito mais...20 de setembro, nossa data máxima! Parabéns a todos nós gaúchos de nascença e gaúchos de coração!!!!!

Um comentário:

Márcia disse...

Aninha,aproveitando a tua homenagem ao Rio Grande,escrevo essa belíssima pajada,escrita pelo grande e saudoso poeta Jayme Caetano Braum a pedido de sua irmã,a coloradíssima Zélia Braum.Ele,apeasar de torcedor fanático do co-irmão,traduziu maravilhosamente o nosso orgulho de ser colorado e gaúcho.Viva o Inter e viva o Rio Grande do Sul,Beijos e saudações coloradas...

PAJADA AO SPORT CLUB INTERNACIONAL (Jayme Caetano Braum)

Eu colorado nascido
Da própria essência do povo,
Clube velho, sempre novo,
Que quando pensam vencido,
Volta rejuvenecido
Dentro de um alo de glória,
Colorado cuja história
De passado impressionante,
Tem sido sempre a constante
De grandezas e de vitórias.

Eu contemplo emocionado
Oh! velho Internacional,
Tal um pássaro bagual
De topete colorado,
Cujo glorioso passado
Me provoca um arrepio,
E vejo num desafio
De desassobro e carinho,
Sentado e fazendo ninho
Sobre a barranca do rio.

Que Deus bendiga este pano!
Venerado em toda parte,
Esse glorioso estandarte
Do velho pago pampeano,
Que o povoeiro, o campejano
Do ministro, ao engraxate,
Do índio que toma mate,
Do soldado a criança arteira,
Fizeram como bandeira
De carinho e de combate.

Colorado que destila
Emoções por onde passa,
Quando essa bandeira esvoaça
Até o povo se perfila.
Parece quando desfila
No gramado uma centelha,
E a gente quase se ajoelha
Meu velho Internacional,
Entre a atração sem igual
Dessa jaqueta Vermelha.

Colorado é do operário,
Do peão, da lavadeira,
Da artista, da cozinheira,
Do empregado, do patrão.
Colorado é coração
Que bate no gabinete,
Que bate no palacete,
Na caserna e no galpão.